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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eletro.

Não é nenhuma lei da metafísica que comprova isso, e ninguém que acredita nessa psicoenergia pode confirmar ou desmentir. Mas que todos nós somos ligados a uma só coisa, ou flor, enfim, já está mais do que entendido.

Sei lá se estou acreditando muito nessa coisa de que somos recarregados como se fôssemos baterias que necessitam de dois pólos opostos para obter energia. O que tenho percebido é que adquirimos, mesmo que inconsciente, a energia de outras pessoas e do ambiente, e essa energia, dependendo de como estamos mentalmente, é capaz de mudar da água pro vinho o estado físico e espiritual de cada um, levando à loucura, à ignorância, ao desespero e à atitudes até mesmo positivas, porém, com menos frequência.

Vemos isso a todo instante. Uma ligação é desligada na nossa cara e, através de fios conectores, nosso estado de humor se modifica. Uma palavra mal colocada numa frase, uma porta fechada com mais força, um problema que “necessita” de solução imediata. O dia ficou carregado, nosso corpo não consegue agüentar mais tantas pressões de todos os lados. Ainda bem que tem melhor amiga, melhor ouvido, melhor conselho, melhor abraço. Quem iria secar as lágrimas? Quem iria dividir o peso? Quem pegaria as dores? Se não fossem nossos anjos da guarda com codinome transmitindo positividade, fé, segurança. Esses anjos que chamamos de amigos nos dão a mão, trocam nossas “baterias”, fazem que comecemos outra vez.

Pode ser loucura, mas quem não é um pouco louco? A minha fé é determinada por atos de proveniência positiva, e o mal, que as vezes me atinge, tento manter longe do lugar mais precioso que tenho. Do coração. Onde se encontra nossa mente e nossa alma, ligados pelo universo em um único centro, pode ser em forma de flor, enfim. Sabe, se meu filtro receptor falhar e eu quase cair, espero que por perto tenha alguma força que me levante e me faça continuar, porque nem sempre nosso corpo agüenta tanta energia ruim que depositam em tudo o que é lugar, ambiente e situação e, infelizmente, ninguém está livre disso.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Renovação

Não que eu seja fanática por isso, aliás nem entendo muito sobre o assunto, por isso não me julguem fanática, neurótica, religiosa demais. O que acontece é que não acredito em coincidências. Deve ter algum motivo para que várias informações relacionadas cheguem a mim por pessoas totalmente distintas. Dessa vez foi um funcionário da empresa onde trabalho. Nunca falei nada relacionado à minha vida particular mas ele insiste em dizer sempre que devo preservar a família, acabar com brigas, demonstrar mais afeto, ser mais presente na vida de cada um deles e não guardar mágoas. Ele nem imagina o que está se passando, mas me alerta a todo momento sobre os meus problemas e isso fica buzinando aqui. Com certeza isso não vem do além, não é mágico, não é de outro mundo. Tudo isso é daqui mesmo. Esse cara, um senhor de idade já, soube bem o que falar no momento certo. Não que eu esteja seguindo ao pé da letra tudo o que ele disse, porém, pensei bastante sobre o assunto. Sigo a filosofia da eterna mudança, então sei que a hora de mudar é agora. De hoje em diante, declaro aberto o período de reformulação de mim mesma. Não deixarei de ser o que sou, mas melhorarei o que em mim há de ruim. Acaso, coincidência ou nada disso. Pode ser só alguém querendo que eu seja o que ele não pôde ser quando tinha a minha idade. Nunca é tarde pra recomeçar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Encontro inesperado

Há poucas semanas aconteceu um fato que deixou eu e minhas amigas bem apavoradas no momento. Era carnaval e estávamos em Curitiba. Noite de domingo, pizzaria pra comemorar a viagem e nenhum medo da cidade "desconhecida". Não sei vocês, mas todas nós acreditamos muito nessa coisa de Espiritismo. Isso, nada mais é do que uma religião, como tantas outras existentes por aí onde se acredita que haja vida após a morte. Essas vidas "além da vida" vivem entre nós, muitas vezes para ajudarmos a perceber algumas falhas e melhorar. Mas também há almas "negras" que vivem mesmo para pertubar a gente, os famosos "encostos".
Definições à parte, quando estávamos esperando o ônibus para casa, fomos abordadas por uma senhora que tinhamos visto, e depois sumiu e apareceu denovo. Ela tinha um olhar penetrante que passava uma sensação sombria, falava pausadamente e parecia ler nossos pensamentos e enxergar por trás do nosso corpo físico. Fez algumas perguntas que poderiam parecer normais, se não fossem tais comentários. A relação que ela fez com doenças carnais e espirituais, e as perguntas dedutórias relacionadas à nossa família e atos ocorridos, e o jeito de saber nossas situações amorosas atuais, e a coincidência de pegar o mesmo ônibus, morar no mesmo bairro, acertar a resposta quando a gente mentiu e responder nossos pensamentos agindo instantâneamente. Para os descrentes era mais uma louca que estava abordando a gente naquele domingo de carnaval. Para aqueles que acreditam, a sensação de que alguém havia sido enviado para nos avisar, alertar ou apenas no fazer pensar sobre nossas atitudes. Acredito que todos tenham problemas, como disse aquela senhora. Carnal ou espiritual, mas todos tem algum tipo de problema. Depois daquela visita me veio à cabeça algumas dúvidas, algumas perguntas em relação a mim e ao mundo. Não tive resposta para todas, mas com certeza posso afirmar que aquela senhora era uma alma, boa ou ruim, que veio alertar sobre os problemas familiares que estão cercando nós, as quatro garotas, e mostrar que deve-se sim, ter medo de andar pelas ruas "desconhecidas". Nunca se sabe que tipo de alma vamos encontrar.